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Heitor VILLA-LOBOS (1887-1959)

Heitor Villa-LobosHeitor Villa-Lobos nasceu em 5 de Março de 1887 no Rio de Janeiro. Aos cinco anos, viaja com a família para o interior dos estados do Nordeste. Desta viagem datam as suas primeiras impressões musicais e o seu amor pela música popular do Brasil. Seu pai, Raul Villa-Lobos, inicia-o na prática instrumental aos 6 anos ensinando-lhe violoncelo.

Em 1900 compõe "Panqueca"; a sua primeira peça para guitarra, dedicada a sua mãe Noémia. Em 1903, vai viver com sua tia Fifinha, e descobre os "Chorões" (grupos de músicos ambulantes). Com 18 anos, Villa-Lobos viaja ao interior do Brasil, estuda o povo, os seus costumes e os seus cantos e danças.

Em 1912 conhece a pianista Lucília Guimarães. Um ano mais tarde fixa-se no Rio de Janeiro. Heitor Villa-Lobos compõe então intensamente óperas, música sacra, música sinfónica e música de câmara. De 1912 a 1923 compõe a "Suite popular Brasileira" para guitarra, que compreende cinco peças: Mazurka Choro, Scottish Choro, Valsa Choro, Gavotta Choro et Chorinho. A 12 de Novembro, casa-se com Lucília Guimarães. Em 29 de Janeiro de 1915 dá o seu primeiro concerto como compositor no Teatro Eugénia em Nova Friburgo, perto do Rio de Janeiro. Em 1917 trava amizade com Arthur Rubinstein e Darius Milhaud. Compõe os bailados "Amazonas" e "Uirapuru". Compõe em 1918 "A Prole do Bebê nº 1" para piano, marcando a sua posição estética nacionalista. Em 1920 Heitor Villa-Lobos escreve "Choro nº 1" para guitarra, em homenagem aos seus amigos de rua, os "Chorões".

Em 1922 a convite de Graça Aranha, participa, com Mário de Andrade, Menotti del Picchia, Ronald de Carvalho e Guilherme de Almeida na Semana de Arte Moderna de São Paulo. Faz a sua primeira viagem à Europa em 1923, subvencionado pelo Congresso Brasileiro. Compõe o "Noneto".
Volta ao Brasil em 1925. Realiza concertos no Rio de Janeiro, São Paulo, Buenos Aires e Montevideu. Desloca-se à Argentina e ao Uruguai a convite da "Sociedade Wagneriana".

Em 1927, realiza a sua segunda viagem à Europa. Reside três anos em Paris onde, em 1929, compõe os "Doze estudos" para guitarra. Atinge então uma reputação internacional.

Em 1930, volta ao Brasil, a São Paulo. Heitor Villa-Lobos trabalha em projectos escolares de música para o governo do Presidente Getúlio Vargas. Em 1931 desloca-se a 54 cidades do interior de São Paulo acompanhado pelos artistas: Antonieta Rudge Müller, Nair Duarte Nunes, Souza Lima e Lucilia Villa-Lobos. desta excursão nasce a ideia do "Trenzinho do Caipira". Entre 1930 e 1945 compõe o "Bachianas Brasileiras". Conhece Arminda Neves de Almeida (Mindinha) em 1932.

De 1932 a 1945, assume a direcção do SEMEOU (Secretariado de Educação Musical e Artística) no Rio de Janeiro e institui o ensino obrigatório do canto nas escolas. Compõe um "Guia Prático" para coros escolares. Promove espectáculos corais ao ar-livre, reunindo coros que chegam a integrar 44.000 crianças. Concebeu um sistema completo de instrução musical para gerações de Brasileiros, baseado na rica cultura musical do Brasil, alicerçado num patriotismo profundo e sempre explícito.
Participa no Comité do Presidente Getúlio Vargas, na viagem oficial de 1935 à República da Argentina, por ocasião do terceiro Congresso Pan-Americain. No Teatro Colón (Buenos Aires) é apresentado, primeira vez, o bailado "Uirapurú".

Em 1936, viaja à Europa para participar no Congresso de Educação Musical, nas cidades de Praga, Viena e Berlim. De Berlim escreve a Lucília, pondo termo às suas relações. No regresso, liga-se à sua ex-aluna e colaboradora Arminda Neves de Almeida. Em 1940 funda o grupo "Sôdade do Cordão", revivendo as manifestações carnavalescas da sua infância. Compõe, neste ano, os "Cinco prelúdios" para guitarra.

Em 1943, é nomeado Director responsável pelo Conservatório Nacional de Canto, recentemente criado pelo Governo Federal. Em 1945, funda a "Academia Brasileira de Música" da qual é eleito Presidente.

1945 - 1959:
Viaja pelas Américas e pela Europa. Vai a Israel. Compõe e dirige muito concertos e grava uma parte das suas obras. Recebe inúmeras encomendas, quer particulares, quer de governos, do Vaticano e de instituições como a Fundação Koussevitzky. Em 1945, escreve músicas de filmes para Hollywood. Os anos 40 são um período de triunfo à escala internacional. Como compositor e chefe de orquestra da sua própria música, Heitor Villa-Lobos é vedeta em Los Angeles, New York e Paris.
Morre no Rio de Janeiro, aos 72 anos, a 17 de Novembro de 1959 e foi enterrado no Cemitério São João Batista de Rio de Janeiro. Heitor Villa-Lobos era dotado de um grande coração e uma energia absolutamente extraordinária.

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